
Léon-Gustave Dehon nasceu a 14 de Março de 1843, em La Capelle, França. Desde adolescente que quis ser padre, contra a vontade do pai, a quem obedeceu frequentando o curso de Direito, em Paris. Aceitou fazer uma grande viagem, oferecida pelo seu pai para tentar esquecer a ideia de querer ser padre. Ao longo de 10 meses percorreu várias regiões, entre elas a Terra Santa. No fim dessa viagem, o jovem Dehon partiu para Roma e entrou no Seminário Francês de Santa Clara. A 19 de Dezembro de 1868, foi ordenado padre, na presença de seus pais.
Nomeado Vigário Paroquial de Saint-Quintin, diocese de Soissons, assumiu a missão com todo o entusiasmo e empenhou-se nos diversos âmbitos de acção da pastoral paroquial.
Padre culto e bem preparado, dinâmico, de uma profundidade espiritual manifesta, Dehon tinha algo que o inquietava. Depois de um longo discernimento, tomou a decisão de fundar a Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, que aconteceu a 28 de Junho de 1878.
Procurou tornar este novo grupo de irmãos numa escola onde se aprende e pratica a linguagem do Coração de Jesus, não prendendo os seus membros a nenhuma obra em concreto, antes, a desenvolver um modo de ser e de estar que, pela cordialidade, distinguisse os Dehonianos, em qualquer lugar, como «profetas do amor e servidores da reconciliação». Com o objectivo de contribuir para uma síntese entre vida comunitária e compromisso social, empenhou-se em estruturar e difundir o pensamento social da Igreja, que dava os seus primeiros passos. O seu amigo, Papa Leão XIII, com quem privava, confiou-lhe expressamente o encargo de «pregar as suas encíclicas». Organizou conferências, fundou um jornal, colaborou com muitos jornais e revistas, publicou dezenas de livros, criou diversas obras de assistência social, por um lado, bem como inéditas plataformas de formação ética e cristã de empresários.
Faleceu a 12 de Agosto de 1925, com 82 anos de idade.
Partilhando da visão evangélica do nosso Fundador, o Padre Dehon, descobrimos e experimentamos no sinal do Lado Aberto e do Coração Traspassado de Cristo, nosso Salvador, o amor único e totalmente gratuito de Deus, que salva. Acolhendo o Espírito, que faz de nós novas criaturas, queremos corresponder a esse amor seguindo a vida de Jesus na profissão dos conselhos evangélicos de pobreza, celibato consagrado e obediência. Desta forma, unimo-nos à perfeita oferta de Jesus, ao dom total de si mesmo ao Pai e aos irmãos até ao fim. Procuramos imitar Maria na sua disponibilidade ao projecto de Deus, oferecendo tudo o que fazemos e, sobretudo, o que somos, a nossa vida inteira para o serviço do Reino.
Prestamos assim a nossa frágil colaboração na obra renovadora de Cristo, servindo a missão da Igreja de Jesus na constante atenção aos homens e mulheres, levando o amor e a reconciliação de Deus principalmente aos mais necessitados de amor.
Esforçamo-nos por viver em comunidades fraternas como realização da nova fraternidade possível em Cristo, conjugando as nossas forças e fazendo de cada um de nós um dom.
Nutrimos e fortalecemos a nossa vocação de amor, oferta (oblação) e renovação (reparação), na Eucaristia, celebrando e adorando a Cristo na Sua oblação radical para a salvação de todos e para glória e alegria de Deus Pai.