Congregação Dehoniana

A Congregação dos Dehonianos – oficialmente, Sacerdotes do Coração de Jesus (SCJ) – foi fundada em 1878, em Saint-Quintin (norte de França), pelo Padre Léon-Gustave Dehon. A sua experiência de fé – síntese admirável entre a marcante espiritualidade do Coração de Jesus do séc. XIX francês, e a emergente consciência de um compromisso social da Igreja de modo fundamentado, sistematizado e auxiliado pelas ciências humanas e sociais, junto dos mais excluídos – constitui a origem do Instituto e o seu carisma. 

Os inícios da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) remontam a 28 de Junho de 1878, data em que o Padre da Diocese de Soissons, Léon-Gustave Dehon, professa os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, assumindo o nome de João do Coração de Jesus Dehon. A denominação inicial – «Oblatos do Coração de Jesus» –, muito querida ao Padre João Dehon, por exprimir perfeitamente a sua intenção, converte-se, a partir de 1884, em Sacerdotes do Coração de Jesus, título actual.

Em 1946, chegaram a Portugal os primeiros Dehonianos, italianos, com o objectivo de implantar a Congregação. Enquanto a Província Italiana procurava um «território missionário», D. Teodósio de Gouveia, Cardeal Arcebispo de Lourenço Marques (hoje, Maputo), procurava, em Itália, missionários para Moçambique, e um seminário missionário na ilha da Madeira, sua terra natal. Foi assim que chegaram ao Funchal, o P. Gastone Canova e o P. Angelo Colombo, sem meios e nem planos bem definidos.

Em 80 anos de presença em Portugal, os Dehonianos procuraram responder às necessidades da Igreja, estando presentes, neste momento: como formadores de futuros pastores e missionários; como párocos em cerca de 30 paróquias; na direcção de 2 escolas e 1 lar de infância e juventude; como capelães hospitalares; como professores no ensino básico, secundário e universitário; como capelães militares; como assistentes de vários grupos e comunidades… e onde quer seja necessária uma presença de «profetas do amor e servidores da reconciliação».